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Meditação e Mantras – Japa

quinta-feira, maio 20th, 2010

JAPA, ou recitação de mantras, é a prática espiritual de devoção repetindo um mantra, geralmente um número especificado de vezes, como 108, muitas vezes cantando com um rosario de contas, chamado japa mala, enquanto a consciência se concentrar sobre o significado do mantra. A repetição deve ser devidamente lenta. Isso leva punya, O mérito, ao praticante desta meditação. Não deve ser irrefletidamente mecânica ou apressada, Tal negligência, casual mostra desprezo pelas tradições contemplativa e traz “papa”, demérito, ao praticante, criando conflitos internos, e agitação para todos os interessados.

Japa é uma forma de culto devocional, invocação, de súplica, louvor, adoração, meditação e direta comunhão espiritual. Japa fornece um meio para libertar nossos pensamentos e as nossas memórias do passado – principalmente os maus. A repetição destes mantras traz resultados positivos, edificantes, eleva a consciência e faz com que o muladhara chakra se energize de forma plena.

Os antigos sabios (rishis) fizeram deste conhecimento da Palavra (Mantra) uma ciência e possibilito a absorção de suas mentes para o mundo interior, invocando as divindades e Deuses (devas) através de hinos védicos, orações e mantras.

Este som, era apenas o Senhor do universo. Sua palavra era com ele. Esta Palavra foi seu segundo. Ele contemplou. Ele disse: “vou entregar essa Palavra para que ela irá produzir e pôr em prática todo este mundo.”

Sama Veda, Tandya Maha Brahmana 20.14.2. VE, 107

A mantra é infinito, imenso, além de tudo isso …. Todos os deuses, os espíritos celestes, homens e animais vivos na palavra. Em todos os mundos encontram o seu apoio no mantra.

Krishna Yajur Veda, Taittiriya Brahmana 2.8.8.4. VE, 107

A visão Védica traz a confirmação de que o aumento da física moderna está no caminho certo. teorias quântica de campos electromagnéticos nos dizen que, de fato, não existe tal coisa como matéria. Existem apenas campos de força do tempo e do espaço que são observáveis em diferentes intensidades. Assim, um átomo de carbono não é uma pequena porção de materia, é um campo de força tempo-espaço-energia de uma intensidade particular.

Os físicos nucleares podem alterar os campos de energia da força em uma câmara e transformar um elemento para outro. Se soubéssemos o mantra de carbono e pode dizer-lo corretamente, que faria com que o campo de força especial de tempo, espaço e energia para agir e algumas de carbono precipitado. Alguns praticantes do ocultismo pode realmente fazer isso com as suas mentes e causar que objetos apareçam. Essa pratica nos mostra a correspondência que existe entre a mente, som e forma. Esta é a realidade de base mística por trás dos mantras. O que é importante para que nós percebemos é que cada Divinidade pode ser vivida, expressa, na forma de um mantra que corresponda. Este fenômeno é semelhante a alguém lembrar do seu nome ao invés de seu rosto. Quando nós expressamos como um mantra, nós invocamos a Divinidade, Então, nós sentimos a Sua presença e desfrutamos dela.

Yogaswami deu grande ênfase sobre o desempenho do japa, repetindo o nome do Senhor, com concentração e sentimento. Esta grande Filosofo (jnani) explicou: “Nós não podemos esquecer que o mantra é a vida, que mantram é ação, que mantram é amor e que japa, a repetição do mantra, a sabedoria que brota de dentro. Japa Yoga é o primer yoga a ser realizado com o objetivo do conhecimento ( jnana).

Repetindo mantras lentamente purificamos nossa mente.

Da mesma forma, japa limpa a mente de impurezas.

Um Mala pode conter contas que também formam divisões de 108, de modo que o mesmo cálculo possa ser mantido.

Chegar ao “Meru”, a conta central no mala, mostra que você fez o seu “japa” por 108 vezes. Completar o circuito de 108 mantras é um passo a mais no caminho da elevação espiritual. Cada Volta realizada no “Mala”, é um degrau na escada para a união com o éter divino.

Um “mala” estimula seu usuário a fazer os “japas” diariamente.

O Mala é utilizado para contar mantras em grupos de 108 repetições.

A palavra mantra vem do sânscrito, “man” que significa “mente” ou “pensamento” e “tra” significa “proteger” “socorrer”. Assim, mantra quer dizer : proteger nossas mentes de maus pensamentos.

Os mantras são um meio de comunicação espiritual das religiões hindu e budista. Um mantra sagrado é normalmente entoado em sânscrito. Quem entoa mantras busca a intercessão espiritual. Uma forma de orar repetidamente, a fim de magnetizar as energias de uma determinada divindade.

Praticamente todas as religiões entoam alguma forma de oração para a comunhão espiritual com seres mais elevados.

Mantra é formado por palavras em sânscrito com poderes para elevar a consciência, promover a cura, solucionar problemas, conseguir proteção e direção espiritual, manifestar desejos e muito mais.

Entoar mantras é uma forma de meditação. Uma pessoa entoa mantras repetidas vezes, em murmúrio ou em alto tom. A mente focaliza-se no conteúdo do mantra e os pensamentos tornam-se positivos e poderosos, a respiração deve ser lenta e profunda.

Como Cantar no Mala

Segurando o seu cordão de contas, o “Japa Mala”, na mão direita, deixe que ele escorregar sobre o dedo do meio (o dedo do céu, o dedo mais longo). O dedo indicador não deve tocar as contas, ficando estendido durante todo o período da entoação dos mantras, o “japa”.

Comece sempre pela conta seguinte à grande conta, o “meru”, que significa “montanha”, e não deve ser contado, nem tocado pelo dedo do polegar, o Meru é apenas o ponto inicial e final da contagem das contas.

Puxe as contas de seu Mala sempre em sua direção, uma a uma, entre seu dedo polegar e o dedo do meio, usando seu polegar para “contar” e puxar cada conta, puxando levemente, enquanto recita o mantra escolhido, e movendo para a próxima conta, até completar a série de 108 contas de seu mala, entoando seu mantra escolhido, por 108 vezes seguidas, ou mais.

Uma conta é puxada por cada repetição do mantra.

O polegar representa seu chakra da garganta e o dedo do meio representa o éter divino no chakra do coração. Assim, como estamos nos comunicando com seres elevados do plano etéreo, este mudra aumentará nosso poder de comunicação espiritual.

Mantenha a mente firme prestando a atenção em sua respiração, nas contas e em seu mantra.

Enquanto puxa uma conta, inale, entoe o mantra, enquanto exala. Um Mala foi feito para ser utilizado em harmonia e com muita calma e firmeza em suas palavras.

Uma vez que você alcance o Meru, caso queira continuar mais 108 vezes, não o ultrapasse. O Meru é a conta estática do Mala.

Vire as contas ao redor e continue na direção inversa. Isto se faz necessário por que quando puxamos as contas ganhamos um espaço entre elas, assim juntamos as contas que ficaram para trás, se formos em frente pelo caminho que começamos, encontraremos as contas muito juntas do outro lado do Meru, e o polegar não poderá fazer o “mudra da riqueza espiritual”, que toca estes dois dedos a cada puxada.

O Japa Malas pode ajudá-lo a tirar a tensão, a ansiedade, o medo e levará você a atingir níveis mais altos de consciência e realização espiritual.

A utilização de Japa Malas aumenta a felicidade e a capacidade de meditação. As contas de Japa dão mais foco e maior determinação a quem às utiliza.

Um mala pode ser um colar ou uma pulseira. A pulseira deve ter 27 contas, que precisarão ser contadas por 4 vezes para completar 108.

Quando não estiver utilizando seu mala, guarde-o em um lugar limpo e sagrado. O melhor lugar para guarda-lo é sobre um altar pessoal ou sobre uma estatueta sagrada de uma divindade.

O mala é utilizado para que uma pessoa possa pensar sobre o significado do mantra e de suas palavras enquanto entoa, sem ter a necessidade de ficar contando as vezes que entoa.

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Os maometanos também têm um “mala” que se chama “tasbi”, eles mantém nas mãos enquanto repetem suas orações. Rolam as contas entre os dedos enquanto repetem o nome de Allah.

Os cristãos têm seu “terço” nas mãos, enquanto fazem suas orações diárias. Conta-se que a palavra “rosário”, que tem semelhanças óbvias ao mala, veio do tradicional “Japa Mala” hindu. Quando exploradores romanos vieram na Índia e conheceram o mala, eles ouviram ” jap mala” em vez de “japa Mala”. “Jap” significa “rosa” e um mala então, foi levado ao Império romano como “rosarium”. O rosário possui 50 contas separadas de dez em dez por outra de maior tamanho, e seus extremos se unem em uma cruz. Totalizando 54 contas (a metade do rosário oriental de 108 contas).

Os Hindus, quando decidem fazer um mantra por mais de 108 vezes, colocam um grão de arroz para cada 108 vezes, dentro de uma tigela. Toda vez que chegam ao Meru, tiram um grão de arroz da tigela.

No Budismo Tibetano, é comum a utilização de malas maiores, por exemplo de 111 contas. Eles contam um mala como 100 contas e 11 extras para compensar possíveis erros cometidos pelo caminho.

No Budismo, a utilização do Mala pode ser feita com qualquer uma das mãos e os dedos também podem ser outros, dependendo da vontade de cada um. o que conta mesmo é a repetição dos mantras.

A tradição islâmica, trabalha com um rosário de 99 contas. O rosário se divide em três séries de 33 contas, cada uma delas representa um mundo. Conta-se que a conta faltante para completar a centésima, só se encontra no Paraíso.

Meditação

terça-feira, maio 11th, 2010

A Meditação

Nesta lição aprenderemos, de uma forma bem simples e objetiva, como praticar a meditação e quais os enormes benefícios que podemos ter praticando-a regularmente.

Na lição anterior vimos algo sobre o que é o despertar da consciência, e as grandes diferenças que existem entre ter a consciência desperta e adormecida.

Vimos também que os meios efetivos para o despertar da consciência são a prática da morte psicológica e da meditação.

Aqui está então o principal objetivo de praticarmos a meditação: despertar nossa consciência, o que por si só nos faz pessoas totalmente diferentes do que somos, com diferentes capacidades, objetivos e percepções.

A prática da meditação remonta a tempos antiquíssimos e está representada em todas as grandes religiões do mundo como o budismo, hinduísmo, cristianismo, sufismo, judaísmo, taoísmo, etc.

Também a moderna Psicologia tem estudado e atestado que são muitos os benefícios advindos da prática da meditação.

A prática da meditação

Primeiramente devemos escolher um local silencioso, arejado e limpo. O quarto de dormir é o ideal.

Depois devemos nos acomodar em uma posição confortável, na qual seja possível permanecer por um bom tempo sem se mover.

Pode-se se sentar com as pernas cruzadas ao estilo oriental ou deitar-se com a barriga para cima, as pernas esticadas e os pés unidos.

Após isso deve-se fazer o relaxamento de todo o corpo, e para isso usaremos a técnica que já vimos nas primeiras lições deste curso.

Feito isso, iremos utilizar o método descrito abaixo e passar a praticar a meditação propriamente dita.

Ao praticar a meditação entenda que seu único objetivo deve ser silenciar a mente, parar com sua agitação e com a sucessão de pensamentos que normalmente ocorre.

Quando se consegue alcançar o silêncio absoluto da mente, ou seja, a ausência total de pensamentos, é que experimentamos o Vazio Iluminador, o êxtase místico, a liberdade da alma.

Quanto mais se pratica a meditação mais a mente vai se aquietando, e mais perto estaremos de alcançar o Vazio Iluminador.

Não se preocupe em saber como deve ser o Vazio Iluminador ou qualquer coisa do tipo. Concentre-se apenas na técnica de meditação que você estiver fazendo.

Seu objetivo deve ser apenas silenciar a mente, nada mais. O demais virá por acréscimo.

A mente é como um animal selvagem que precisa ser domado para obedecer.

Inclusive isto é simbolizado na passagem bíblica na qual o grande mestre Jesus entra em Jerusalém montado sobre o asno, o burrico.

Se quisermos entrar na Jerusalém celestial, nas dimensões superiores da natureza, devemos montar, domar e controlar o asno, ou seja, a mente.

Os Koans

Um koan é uma frase enigmática que tem como objetivo propor um problema à mente que ela não consegue resolver.

Dessa forma fazemos com que a mente se canse procurando uma resposta que ela não pode encontrar, uma vez que a resposta para um koan está além da mente, em um nível superior.

Conforme a mente vai se cansando ela vai também se aquietando até ficar em completo silêncio.

Esse é o objetivo do koan: silenciar a mente e ao mesmo tempo atrair levemente o sono.

Quando adormecemos, mesmo que por um breve instante, com a mente em silêncio, é que vivemos a experiência mística.

Pode-se escolher um dos seguintes koans para praticar a meditação:

“Quem é aquele que está só no meio de dez mil coisas?”

“Se tudo se reduz à unidade, a que se reduz a unidade?”

Também podemos usar um outro koan, nos concentrando e imaginado a seguinte situação:

Existe um profundo abismo e na beira deste uma grande árvore está plantada. Essa árvore possui um longo galho que cresceu de tal forma que sua ponta se projetou vários metros sobre o abismo.

Agora imaginamos que na ponta deste galho está amarrada uma corda e na outra ponta da corda está você, com as mãos e pés firmemente amarrados de forma que é impossível soltá-los, e apenas se segurando à corda com os dentes.

Então pergunte à mente:

“Como faço para sair vivo desta situação sem nenhuma ajuda?”

Então o que fazemos é lançar qualquer uma dessas perguntas à mente e ordenar que responda.

Depois de lançar o koan para a mente responder deve-se concentrar esperando a sua resposta, como se estivesse olhando dentro da mente à espera da resposta que ela está obrigada a trazer.

Dessa forma, mantemos a mente “pressionada” a trazer a resposta até ela ir se cansando e ficando em silêncio.

A mente é claro, tenderá a não obedecer, a trazer respostas erradas (pois ela não conhece a resposta para um koan) ou desviar para outros pensamentos.

Por isso deve-se insistir para que ela obedeça e traga a resposta para o koan.

Se a mente insiste em desviar para outros pensamentos seja imperativo com ela dizendo mentalmente: Fora! Não é isso que estou procurando!

Em seguida volta a se concentrar esperando a resposta.

Lembre-se: qualquer resposta trazida pela mente estará errada, pois ela jamais pode conhecer algo que está além dos afetos e da mente.

Cada pessoa deve praticar a meditação (ou qualquer outra prática) respeitando seus limites, ou seja, começar praticando por pouco tempo e, gradativamente, ir aumentando o tempo da prática.

Se forçar a concentração por longo tempo logo de início, pode ser que ocorram dores de cabeça ou mesmo tontura.

É importante que se pratique essas técnicas com continuidade, preferencialmente todos os dias, pois é dessa forma que se obtém resultados.

A mente!

segunda-feira, maio 25th, 2009

34899672_71402384c3Nosso pensamento e o que nos liberta!
(Escrito em portunhol)

A mente deve ser guiada sob a luz da consciência, reflectir sobre o primeiro passo que a mente começa a matutar, imediatamente deve retrair la para o que é bom para ele é para todos. A mente inquieta e totalmente desgovernada sem a atenção consciente. Colocando nos em situações muitas vezes delicadas, verdadeiras enrascadas, que si tivéssemos meditado o assunto 2 vezes não teríamos criado esta  proposta da mente! hehehe

O ser é tudo o que manifesta esta natureza , a projecção do que eu medito e realmente cientifico, física quântica que lhe chamam. Tudo que eu projecto, tudo que eu mentalizo, alimento a minha mente com imagens das mais absurdas, se manifestam instantaneamente em nossa vida em nosso entorno, com amigos parentes trabalho saude. Realmente tal éo poder das ondas da mente. Assim como as ondas do radio que são recebidas e executadas, produzindo belos sons ou sons insuportáveis, não entanto o radio nao questiona um nem outro ele executa o que le foi transmitido por meios de ondas, assim mesmo a vida não da outra coisa que aquilo que nossa mente manifesta! Si estamos com medo, ira, ansiá, desengano, deveríamos parar com tudo e sentar, e meditar. Seja num tapete, na calçada, num banco de praça, uma igreja. E não se perguntar o por que dos acontecimentos, caindo num pensamento continuo e e terno de culpas, cobranças etc. No perguntemos, falemos a mente, da paz, do amor, da prosperidade,  e da saúde. Falemos a mente de Deus!!, e ela sem duvida pouco a pouco se  ira interessando pelo papo tão proveitoso e saudoso,  projectando nossa vida com felicidade e coisas boas.
Não somos o que comemos, somos o que pensamos!

Shanti!

[

A Yoga da Bhagavad Gita

domingo, janeiro 11th, 2009

ser2A Yoga da Bhagavad Gita
Jagannatha Das

Desde que comecei a minha prática de Yoga, uma atenção especial tenho tido no estudo da Bhagavad Gita. Esta diálogo Divino nos esclarece acerca das mais profundas e atemporais verdades acerca da alma (jiva), do tempo (kala), das atividades (karma), da natureza (prakriti) e sobre tudo isto, uma clara informação acerca da Suprema Personalidade de Deus! Estas cinco verdades ou Tatvas, formam a dádiva Divina a ser entregue a alma espiritual perdida do seu eixo, entregando a ela, de uma forma aberta, clara e cientifica o verdadeiro conhecimento que nos levara da ignorancia, que nos causa tanta dor e confução a luz que nos traz a paz e felicidade por tanto tempo almejada! Podemos analizar a Bhagavad Gita de inúmeras formas, uma delas como o imperioso livro do yoga. possibilitando ao praticante sincero um conhecimento acerca da totalidade do Ser da sua essencia do seu propósito e destino.

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A justiça zen – Um vegetariano no Supremo

quinta-feira, janeiro 8th, 2009

A justiça zen – Um vegetariano no Supremo
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Quem é o ministro do Supremo Tribunal Federal Ayres Britto, o
vegetariano adepto da meditação que inovou na condução das eleições
municipais

Matheus Leitão

POSIÇÃO DE MINISTRO

Ayres Britto em seu gabinete. Votos sintonizados com a sociedade, como no caso das células-tronco. Estalo e insight são termos pouco usados para definir uma intensa experiência espiritual. Pois é com essas palavras que o ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal (STF), descreve como virou vegetariano, da noite para o dia, aos 15 anos de idade. A “energia do cosmos, força maior que nos circula”, ensinou numa manhã de 1958 para o adolescente em Propriá, interior de Sergipe: não é necessário abater um animal, sacrificá-lo, para que seu alimento seja feito todos os dias. A força maior o mudou de tal forma que trocar picanha – que ele amava – por alface não causou indigestão. “Mudar um hábito sem mudar uma pessoa é algo penoso, um sacrifício”, diz Ayres Britto. “Mas para a pessoa transformada é fácil: tudo se encaixa”.

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A PROPAGANDA E O YOGA

quinta-feira, janeiro 8th, 2009

A propaganda e o Yoga
Humberto Meneghin12112008_113125

Embalados pela popularidade do Yoga, publicitários, propagandistas e marketeiros descobriram mais um filão: vincular a imagem de alguns produtos ao Yoga. A ciência da comunicação, o meio e a mensagem vêem o Yoga como mais uma nova e boa oportunidade para promover e vender produtos, mas nem sempre são eficazes em realizarem o liame entre o Yoga e o produto que se pretendem vender.

A maioria dos criadores da mídia sabem que o Yoga veio da Índia, que proporciona relaxamento ao corpo físico, reduz o estresse, que as pessoas que o praticam são esbeltas, ativas e além de tudo são zen.

Ao receberem a conta do cliente, o pessoal da criação realiza um brainstorm, ou seja, uma tempestade cerebral para linkar o produto ao tema a ser trabalhado e chegam à conclusão que devem vender a idéia do Yoga aos consumidores de uma forma que os convença que irão ter uma radiante melhora na qualidade de vida. Mas, o que significa ter uma radiante melhora na qualidade de vida?

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MEDITAÇÃO

sexta-feira, novembro 7th, 2008
O poder do silencio
Ana Paula Malagueta Gondim

raj061p1Muitos falam demais, e o tempo todo. Poucos se dão a oportunidade de falar pouco, ou somente o necessário. Mais muito menos, se dão a chance de se silenciar, e ao invés de falar, ouvir. Se ouvir.

Acabei de retornar de um retiro, aonde tive a benção de estar por uma semana na presença do Professor Hermógenes e receber seus ensinamentos. E foi durante este período que surgiu a oportunidade de me silenciar, de vivenciar o mauna, o silêncio. Podendo assim, receber os ensinamentos mais valiosos, especialmente, para uma pessoa tão cética como eu.

“Deus quer falar, faça silêncio.” Foi com esta frase do Hermógenes em mente, que se iniciou o período de mauna para todos do retiro.

O processo todo foi realmente muito interessante, ainda mais, porque eu já fizera mauna outras vezes, com outras pessoas, em outras circunstâncias. Mas dessa vez eu pude experenciar algo que nunca fora possível antes. Tenho certeza de que o ambiente da montanha favoreceu muito. (mais…)

MEDITAÇÃO

quinta-feira, outubro 9th, 2008

 

Meditação: um começo…
Sua Santidade, o Dalai Lama

Vamos explorar as técnicas para mudar os nossos espíritos das suas vias habituais para outras mais virtuosas. Há dois métodos de meditação que devemos usar na nossa prática. Um, a meditação analítica, é o meio pelos quais nos familiarizamos com novas ideias e atitudes mentais. O outro é a meditação estabilizada, que foca o espírito no sujeito com que temos que nos familiarizar. 

 

Embora naturalmente aspiremos a ser felizes e desejemos ultrapassar a miséria, continuamos a experimentar a dor e o sofrimento. Porquê? O budismo ensina que na verdade nós conspiramos com as causas e condições que criam a nossa infelicidade e somos muitas vezes relutantes em nos comprometermos em actividades que nos poderiam levar a uma felicidade mais duradoura. Como é que isto acontece? (mais…)