Archive for the ‘FILOSOFIA DO YOGA’ Category

Dharma

quinta-feira, maio 27th, 2010

Por  Jagannath

Dharma no yoga significa que cada pessoa deve levar sua vida de modo que não cause nenhuma dor a qualquer ser vivo. Esse é o dever supremo. Além disso, é dever de todo aquele que teve a chance deste nascimento humano de poupar uma parte das suas energias ocasionalmente para oração e repetição do santo nome do Senhor seja em orações, como em meditação e mantras. É preciso dedicar-se a uma vida de verdade, retidão, paz e boas obras a serviço dos outros. É preciso ter medo de fazer atos que sejam prejudiciais a outras pessoas ou ações que causem desconforto a qualquer ser vivo, assim como se tem medo de tocar fogo ou perturbar a cobra. Deve-se ter muito apego e firmeza na execução de boas obras, em fazer os outros felizes e adorar ao Senhor Supremo, do mesmo modo como agora se tem para acumular ouro e riquezas. Essa é a ação correta (Dharma) de cada ser humano.O objetivo da vida humana e alcançar o amor imaculado, umas das ferramentas para isto e o Yoga.

DE VOLTA AO BÁSICO –

quarta-feira, maio 26th, 2010

Por Pedro Kupfer

Praticar sobre um tapete roubado?

Dois amigos professores tiveram seus tapetinhos de prática roubados dentro de uma escola de Yoga. Quando coisas como esta acontecem, é sinal de que devemos revisar o básico para avaliar o que pode estar dando errado na comunidade do Yoga. Diante dos dramas que o Brasil está testemunhando atualmente, ter seu tapete de prática roubado é algo insignificante. No entanto, é um sinal preocupante de que há gente que diz praticar Yoga, mas que não compreendeu o mais fundamental dos princípios da convivência: não fazer aos demais aquilo que não gostaríamos que fizessem conosco. O detalhe: esse princípio áureo é o pontapé inicial das práticas de Yoga.

Surgiram algumas perguntas na minha mente quando estes amigos me contaram a notícia: ‘como poderia alguém praticar sobre um tapete roubado? Como o ladrão iria encontrar tranqüilidade para meditar sentado sobre o fruto de um roubo? Em caso desse praticante alcançar a iluminação, iria repensar seu gesto e devolver o tapete?’ Roubar comida para manter-se vivo é algo totalmente compreensível em momentos de crise. Meu avô Markus, homem honesto como poucos, viu-se obrigado a roubar uma vaca na Áustria para alimentar sua família durante a guerra.

Roubar coisas supérfluas como um tapete é mais grave. Isso, feito dentro de uma escola de Yoga, é mais grave ainda. Significa que os professores estamos falhando ao não conseguirmos ensinar os valores mais básicos para os praticantes. Significa que talvez não estejamos colocando o devido empenho em transmitir a importância de praticar o Yoga nas pequenas atitudes do cotidiano, o que é bem mais importante que dominar o tal do bananapásana. Para isso, cada professor ou praticante deveria fazer da sua vida um exemplo onde os yogis da próxima geração possam se inspirar. Isto pode parecer pretensioso, mas, se você que é consciente não der o exemplo, quem irá fazer isso?

Voltando ao início.

Muito embora o tema da compreensão do Yoga seja vasto e profundo como o próprio oceano, nunca está demais lembrarmos o básico. Neste caso, o básico é o código de conduta do Yoga, pilar central sobre o qual primeiro se constrói a prática e, depois, a vida de Yoga como um todo. Constatamos que, infelizmente, muita gente começa a praticar sem haver sequer ouvido falar que, para que a prática funcione, é necessário aplicar este código. E, o que é ainda pior, há professores mal preparados que tampouco conhecem esse código, cuja aplicação é absolutamente essencial se quisermos ter uma vida tranqüila e equilibrada.

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Cristo e Krishna

segunda-feira, maio 24th, 2010

São muitas as semelhanças entre o Cristo e Krishna.  É impraticável pensar que Deus se restringiria somente a um certo grupo de pessoas baseado na sua origem ou em divisões sectárias. Deus é universal, Ele não pode ser limitado por rituais ou convicções pessoais. Ele se manifesta de modos e formas mais receptivo às pessoas, baseado em tempo, lugar e circunstância.

Swami Prabhupada,, foi perguntado uma vez por um grupo de ministros Cristãos em Melbourne pela posição dele com respeito a Jesus Cristo. Prabhupada respondeu: “Ele é nosso Guru, Ele está orando a Deus, assim ele é nosso mestre espiritual”. Descrevendo Jesus Cristo como representante de Deus, Srila Prabhupada disse: “Nós adoramos o Senhor Jesus Cristo e oferecemos nossas reverências a ele”‘.

No Yoga o Senhor Jesus é considerado como o filho perfeito de Deus porque ele executa perfeitamente a vontade de seu Pai. Ele desceu como uma encarnação autorizada (shaktyavesha avatar), para ensinar através das palavras e através do exemplo o caminho para retornar ao lar, devolta ao Supremo. Ele exemplificou tolerância, compaixão e pregou rendição total a Deus. Esta também é a essência de todos os ensinos Védicos, assim não é surpreendente que há muitas semelhanças na sua filosofia básica.

Com esta perspectiva, é interessante comparar alguns dos pontos chaves definidos entre o Cristianismo e a doutrina do Yoga explicada por Krishna.

Ambas as filosofias enfatizam rendição da mente, corpo e alma a Deus como os únicos meios de liberação. Quando o Senhor Jesus Cristo era interrogado pelos Fariseus sobre qual era o maior de todas os mandamentos, Ele respondeu claramente “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda tua a alma, e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e o maior dos mandamentos” (Matheus 22:37-38). Semelhantemente todo o conteúdo do Bhagavad-gita é resumido no verso: “Abandona todas as variedades de religião e simplesmente rende-te a Mim. Eu te liberarei de todas as reações pecaminosas. Não temas.” (Cap. 18, verso 66)

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Gunatraya Bibhaga Yoga

sábado, maio 22nd, 2010

Verso 26 Cap. 14

Manca yo´vyabhicarena

Bhakti-yogena sevate

sa gunan samatityaitan

brahma-bhuyaya kalpate

Aquele que oferece serviço devocional exclusivo a mim, transcende por completo

as três qualidades materiais (ignorância, paixao e bondade) e capacitase a compreender o Supremo Espírito (Brahma).

Meditação

Como pode alguém transcender as três qualidades materiais? Como alguém pode dominar o que vela a verdadeira visão? Como derrotar o que nos prende a esta existência? Para responder a esta pergunta, Bhagavan recita este verso. “Apenas quem me oferece serviço em minha forma de Syamasundara, Paramesvara, se capacita a experimentar minha natureza espiritual”. O Gita (7.14)  afirma também: “ Apenas os que se rendem a mim, podem cruzar o oceano de maya, Ilusão” O Srimad Bhagavatam declara; “O praticante da ação que tem a mim como refúgio é nirguna, autorealizado, liberado.” Também diz: “A pessoa situada em sattva-guna (agindo na bondade) está desapegada, a que está em rajo-guna está extremamente apegada (agindo na paixão) e a pessoa na qualidade de tamas (agindo na ignorância) perde sua memória e sua capacidade de discriminação. Mas a que se refugia em mim é nirguna. ( alem dos gunas alem das dualidades e sofrimentos gerados na energia material)”

Jagannath

Manca yo´vyabhicarena

Bhakti-yogena sevate

sa gunan samatityaitan

brahma-bhuyaya kalpate

Aquele que oferece serviço devocional

exclusivo a mim, transcende por completo

as três qualidades materiais (ignorância, paixao e bondade)

e capacitase a compreender o Supremo Espírito (Brahma).

Como pode alguém transcender as três

qualidades materiais? Como alguém pode dominar

o que vela a verdadeira visão? Como derrotar o que nos prende

a esta existência? Para responder a esta

pergunta, Bhagavan recita este verso.

“Apenas quem me oferece serviço em

minha forma de Syamasundara,

Paramesvara, se capacita a experimentar

minha natureza espiritual”. O Gita (7.14)

afirma também: “ Apenas os que se

rendem a mim, podem cruzar o oceano de

maya, Ilusão”

O Srimad Bhagavatam declara; “O

praticante da ação que tem a mim como

refúgio é nirguna, autorealizado, liberado.”
Também diz:

“A pessoa situada em sattva-guna (agindo na bondade) está

desapegada, a que está em rajo-guna está

extremamente apegada (agindo na paixão) e a pessoa na

qualidade de tamas (agindo na ignorância)
perde sua memória e sua capacidade de discriminação. Mas a

que se refugia em mim é nirguna. ( alem dos gunas alem das dualidades e sofrimentos gerados na energia material)”

O conhecimento do Absoluto – Vijnana Yoga

quinta-feira, maio 20th, 2010

Eu conheço a todos Ó Arjuna, igualmente seu passado, presente, e futuro, mas ninguém Me conhece.

Cap. 7 verso 26  - Bhagavad Gita

By Jagannath

O Senhor Krishna revela que Ele sabe o destino de todos os seres vivos e Isto inclui a sua existência passada, a sua existência presente e  futura. Isto confirma sua natureza onisciente e magnânima e que todos os seres sencientes móveis e imóveis em toda a criação são continuamente os objetos de seu interesse amoroso no passado, presente e futuro; Ainda que compreende-lo como Vasudeva a causa de todas as causas, o Senhor Supremo encarnado, sempre pronto a dar refúgio rápido e proteção a todos de calamidades e dificuldades, mesmo tal pessoa espiritualmente madura e evoluída, sábia e  iluminada é muito rara. O Senhor Krishna explica que, para ele nunca há qualquer ilusão, mas o seres encarnados sem a Sua graça emanada pelo mestre espiritual  numa sucessão discipular,  encontrará impossível desembaraçar-se de maia ou impressões sobrepostas ilusória a mente. Deve ficar claro que ninguém pode conhecer o Senhor Krishna por seus próprios esforços, independentemente de quão grande. Ele é conhecido apenas por seu  próprio desejo. Assim como o Senhor Krishna é conhecido por si mesmo nada pode conhecê-Lo.  Brama o semideus responsável pela  criação material e  Shiva a Divinidade  responsável  pela destruição material, por Sua graça conhecem parcialmente em certa medida ao Ser Supremo, de acordo com sua capacidade e gradação. O Katha Upanishad I.II.XXIII é categórico na sua declaração de que: O Senhor Supremo não pode ser atingido por instrução ou inteligência ou mesmo pela audição constante. Quem o próprio Senhor Supremo escolhe, apenas é capaz de alcançá-lO e nenhum outro. Só para o que Ele escolhe  revela Sua  rupa forma, guna ou qualidades e lila Seus passatempos fenomenais.

Meditação e Mantras – Japa

quinta-feira, maio 20th, 2010

JAPA, ou recitação de mantras, é a prática espiritual de devoção repetindo um mantra, geralmente um número especificado de vezes, como 108, muitas vezes cantando com um rosario de contas, chamado japa mala, enquanto a consciência se concentrar sobre o significado do mantra. A repetição deve ser devidamente lenta. Isso leva punya, O mérito, ao praticante desta meditação. Não deve ser irrefletidamente mecânica ou apressada, Tal negligência, casual mostra desprezo pelas tradições contemplativa e traz “papa”, demérito, ao praticante, criando conflitos internos, e agitação para todos os interessados.

Japa é uma forma de culto devocional, invocação, de súplica, louvor, adoração, meditação e direta comunhão espiritual. Japa fornece um meio para libertar nossos pensamentos e as nossas memórias do passado – principalmente os maus. A repetição destes mantras traz resultados positivos, edificantes, eleva a consciência e faz com que o muladhara chakra se energize de forma plena.

Os antigos sabios (rishis) fizeram deste conhecimento da Palavra (Mantra) uma ciência e possibilito a absorção de suas mentes para o mundo interior, invocando as divindades e Deuses (devas) através de hinos védicos, orações e mantras.

Este som, era apenas o Senhor do universo. Sua palavra era com ele. Esta Palavra foi seu segundo. Ele contemplou. Ele disse: “vou entregar essa Palavra para que ela irá produzir e pôr em prática todo este mundo.”

Sama Veda, Tandya Maha Brahmana 20.14.2. VE, 107

A mantra é infinito, imenso, além de tudo isso …. Todos os deuses, os espíritos celestes, homens e animais vivos na palavra. Em todos os mundos encontram o seu apoio no mantra.

Krishna Yajur Veda, Taittiriya Brahmana 2.8.8.4. VE, 107

A visão Védica traz a confirmação de que o aumento da física moderna está no caminho certo. teorias quântica de campos electromagnéticos nos dizen que, de fato, não existe tal coisa como matéria. Existem apenas campos de força do tempo e do espaço que são observáveis em diferentes intensidades. Assim, um átomo de carbono não é uma pequena porção de materia, é um campo de força tempo-espaço-energia de uma intensidade particular.

Os físicos nucleares podem alterar os campos de energia da força em uma câmara e transformar um elemento para outro. Se soubéssemos o mantra de carbono e pode dizer-lo corretamente, que faria com que o campo de força especial de tempo, espaço e energia para agir e algumas de carbono precipitado. Alguns praticantes do ocultismo pode realmente fazer isso com as suas mentes e causar que objetos apareçam. Essa pratica nos mostra a correspondência que existe entre a mente, som e forma. Esta é a realidade de base mística por trás dos mantras. O que é importante para que nós percebemos é que cada Divinidade pode ser vivida, expressa, na forma de um mantra que corresponda. Este fenômeno é semelhante a alguém lembrar do seu nome ao invés de seu rosto. Quando nós expressamos como um mantra, nós invocamos a Divinidade, Então, nós sentimos a Sua presença e desfrutamos dela.

Yogaswami deu grande ênfase sobre o desempenho do japa, repetindo o nome do Senhor, com concentração e sentimento. Esta grande Filosofo (jnani) explicou: “Nós não podemos esquecer que o mantra é a vida, que mantram é ação, que mantram é amor e que japa, a repetição do mantra, a sabedoria que brota de dentro. Japa Yoga é o primer yoga a ser realizado com o objetivo do conhecimento ( jnana).

Repetindo mantras lentamente purificamos nossa mente.

Da mesma forma, japa limpa a mente de impurezas.

Um Mala pode conter contas que também formam divisões de 108, de modo que o mesmo cálculo possa ser mantido.

Chegar ao “Meru”, a conta central no mala, mostra que você fez o seu “japa” por 108 vezes. Completar o circuito de 108 mantras é um passo a mais no caminho da elevação espiritual. Cada Volta realizada no “Mala”, é um degrau na escada para a união com o éter divino.

Um “mala” estimula seu usuário a fazer os “japas” diariamente.

O Mala é utilizado para contar mantras em grupos de 108 repetições.

A palavra mantra vem do sânscrito, “man” que significa “mente” ou “pensamento” e “tra” significa “proteger” “socorrer”. Assim, mantra quer dizer : proteger nossas mentes de maus pensamentos.

Os mantras são um meio de comunicação espiritual das religiões hindu e budista. Um mantra sagrado é normalmente entoado em sânscrito. Quem entoa mantras busca a intercessão espiritual. Uma forma de orar repetidamente, a fim de magnetizar as energias de uma determinada divindade.

Praticamente todas as religiões entoam alguma forma de oração para a comunhão espiritual com seres mais elevados.

Mantra é formado por palavras em sânscrito com poderes para elevar a consciência, promover a cura, solucionar problemas, conseguir proteção e direção espiritual, manifestar desejos e muito mais.

Entoar mantras é uma forma de meditação. Uma pessoa entoa mantras repetidas vezes, em murmúrio ou em alto tom. A mente focaliza-se no conteúdo do mantra e os pensamentos tornam-se positivos e poderosos, a respiração deve ser lenta e profunda.

Como Cantar no Mala

Segurando o seu cordão de contas, o “Japa Mala”, na mão direita, deixe que ele escorregar sobre o dedo do meio (o dedo do céu, o dedo mais longo). O dedo indicador não deve tocar as contas, ficando estendido durante todo o período da entoação dos mantras, o “japa”.

Comece sempre pela conta seguinte à grande conta, o “meru”, que significa “montanha”, e não deve ser contado, nem tocado pelo dedo do polegar, o Meru é apenas o ponto inicial e final da contagem das contas.

Puxe as contas de seu Mala sempre em sua direção, uma a uma, entre seu dedo polegar e o dedo do meio, usando seu polegar para “contar” e puxar cada conta, puxando levemente, enquanto recita o mantra escolhido, e movendo para a próxima conta, até completar a série de 108 contas de seu mala, entoando seu mantra escolhido, por 108 vezes seguidas, ou mais.

Uma conta é puxada por cada repetição do mantra.

O polegar representa seu chakra da garganta e o dedo do meio representa o éter divino no chakra do coração. Assim, como estamos nos comunicando com seres elevados do plano etéreo, este mudra aumentará nosso poder de comunicação espiritual.

Mantenha a mente firme prestando a atenção em sua respiração, nas contas e em seu mantra.

Enquanto puxa uma conta, inale, entoe o mantra, enquanto exala. Um Mala foi feito para ser utilizado em harmonia e com muita calma e firmeza em suas palavras.

Uma vez que você alcance o Meru, caso queira continuar mais 108 vezes, não o ultrapasse. O Meru é a conta estática do Mala.

Vire as contas ao redor e continue na direção inversa. Isto se faz necessário por que quando puxamos as contas ganhamos um espaço entre elas, assim juntamos as contas que ficaram para trás, se formos em frente pelo caminho que começamos, encontraremos as contas muito juntas do outro lado do Meru, e o polegar não poderá fazer o “mudra da riqueza espiritual”, que toca estes dois dedos a cada puxada.

O Japa Malas pode ajudá-lo a tirar a tensão, a ansiedade, o medo e levará você a atingir níveis mais altos de consciência e realização espiritual.

A utilização de Japa Malas aumenta a felicidade e a capacidade de meditação. As contas de Japa dão mais foco e maior determinação a quem às utiliza.

Um mala pode ser um colar ou uma pulseira. A pulseira deve ter 27 contas, que precisarão ser contadas por 4 vezes para completar 108.

Quando não estiver utilizando seu mala, guarde-o em um lugar limpo e sagrado. O melhor lugar para guarda-lo é sobre um altar pessoal ou sobre uma estatueta sagrada de uma divindade.

O mala é utilizado para que uma pessoa possa pensar sobre o significado do mantra e de suas palavras enquanto entoa, sem ter a necessidade de ficar contando as vezes que entoa.

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Os maometanos também têm um “mala” que se chama “tasbi”, eles mantém nas mãos enquanto repetem suas orações. Rolam as contas entre os dedos enquanto repetem o nome de Allah.

Os cristãos têm seu “terço” nas mãos, enquanto fazem suas orações diárias. Conta-se que a palavra “rosário”, que tem semelhanças óbvias ao mala, veio do tradicional “Japa Mala” hindu. Quando exploradores romanos vieram na Índia e conheceram o mala, eles ouviram ” jap mala” em vez de “japa Mala”. “Jap” significa “rosa” e um mala então, foi levado ao Império romano como “rosarium”. O rosário possui 50 contas separadas de dez em dez por outra de maior tamanho, e seus extremos se unem em uma cruz. Totalizando 54 contas (a metade do rosário oriental de 108 contas).

Os Hindus, quando decidem fazer um mantra por mais de 108 vezes, colocam um grão de arroz para cada 108 vezes, dentro de uma tigela. Toda vez que chegam ao Meru, tiram um grão de arroz da tigela.

No Budismo Tibetano, é comum a utilização de malas maiores, por exemplo de 111 contas. Eles contam um mala como 100 contas e 11 extras para compensar possíveis erros cometidos pelo caminho.

No Budismo, a utilização do Mala pode ser feita com qualquer uma das mãos e os dedos também podem ser outros, dependendo da vontade de cada um. o que conta mesmo é a repetição dos mantras.

A tradição islâmica, trabalha com um rosário de 99 contas. O rosário se divide em três séries de 33 contas, cada uma delas representa um mundo. Conta-se que a conta faltante para completar a centésima, só se encontra no Paraíso.

O mestre o discipulo na Astrologia Vedica!

quarta-feira, maio 19th, 2010

No “Bhagavad-Gita”, Sri Krishna estabelece o conceito de sucessão por discípulos, ou seja, de Parampara. Na verdade, o segundo verso do capitulo quatro é um verso-chave para a compreensão de todo o conhecimento védico, e não apenas da astrologia.

Através destas palavras, o Senhor Krishna indica que se devia compreender o conhecimento védico pela sucessão por discípulos, isto é, pelos sábios védicos. Por quê? Porque o conhecimento que “desce” em sucessão por discípulos pelos sábios puros, que mantinham contato com a Super-Alma, tem sua origem numa fonte divina e é livre dos defeitos da percepção sensorial mundana.

Evam Param Para Praptam
Imam Rajarshayo Vidu
Sa Kalcneha Mahata
Yoga Nashta Paramtapa

“Esta ciência suprema foi assim recebida através da cadeia de sucessão por discípulos, e os reis santos a compreenderam desta forma. Mas ao longo do tempo a sucessão foi quebrada, e agora aquela ciência, como se vê, parece estar perdida.”

E quais são estes defeitos? De acordo com o Jiva Goswami, estes defeitos são de quatro tipos básicos: “como brahma ou erro devido à percepção incorreta de um objeto pelo outro, prarmada ou erro devido a negligência, Vipralipsa ou erro devido à propensão de engano e karanapatava ou erro devido à incapacidade dos sentidos. Assim, ele aceita apenas shabda (evidência oral da sucessão por discípulos) e nenhuma outra evidência; o resto, ele trata como puramente complementares”. Shabda Brahman significa a vibração do som transcendental tal como a encontrada nos Vedas.

Neste ponto, vamos definir os ensinamentos da astrologia védica. Estamos basicamente falando de Parashara Muni. Ele nos legou um sistema completo de astrologia no seu livro “Brihat Parashara Hora Shastra”. Ele não disse que era incompleto nem uma “parcela”. E embora ele tenha passado seus ensinamentos a Maitreya, ele tinha em mente o homem atual, desta era, a Kali-Yuga. isto é evidente nas seções que tratam do Ashtakavarga e do Vimshottari dasha. Embora existam algumas fontes védicas menos extensas, tais como os ensinamentos de Satyacharya, quase toda a astrologia hindu corresponde ao sistema Parashara e é, por isso, conhecida como astrologia (de) Parashara.

Mas, em primeiro lugar, quem foi Parashara? Existe uma bela narrativa no “Hari Bhakti Shudhodaya” (uma seção do “Naradiya Purana”) que ilustra o quanto Parashara Muni era iluminado. Aparentemente, o sábio Markendeya compareceu a uma reunião de sábios na floresta, sentados em círculo e tendo entre eles Parashara, que era apenas um garotinho de sete anos naquela época. Ele estava sentado no colo do sábio Vasishtha Muni, que era o sacerdote familiar de Sri Ramachandra. um avatar do Senhor Vishnu. Estar sentado no colo de Vasishtha era, por si só, uma honra. Mas, seguindo com a estória, Markandeya se prostrou aos pés de Vasishtha respeitosamente. Parashara devolveu-lhe o cumprimento, prostrando-se aos pés de Markandeya. Este desaprovou o ato do menino, dizendo-lhe que os anciãos deviam receber os respeitos e não se ajoelhar aos pés dos outros de menos idade. Parashara se mostrou surpreso e disse que, já que ele tinha apenas sete anos, ele não era um ancião e por esta razão não deveria haver objeção a que ele se ajoelhasse. Entretanto, Markandeya citou sábios que definiam a idade como o tempo passado na lembrança de Vishnu. E continuou mencionando que a devoção de Parashara era insuperável e que o menino estava em contato com a Super-Alma. E a seguir, Markandeya disse que, embora apenas um menino de sete anos, o tempo que todos os outros presentes tivessem se lembrado do Senhor Vishnu, se somado e comparado com a idade de Parashara, não ultrapassaria 5 anos. Foi por isso que Markandeya considerou Parashara como a pessoa mais idosa da assembléia.

Encontramos outra anedota muito antiga, acerca de Sri Ramanuja Acharya, um dos maiores santos dentre os devotos do Senhor Vishnu no sul da Índia, na era pós-védica. Está lindamente relatada em “A Vida de Ramanuja Acharya”, compilado por Naimisharanya Das, de onde tiramos: logo antes da cremação de Alabandara (Yamunacharya), um santo de estatura praticamente igual à sua, Sri Ramanuja, chegou para participar. Ele notou que o santo tinha os três dedos do meio fechados, enquanto o primeiro e o quinto estavam estendidos. Depois de um momento, Ramanuja disse: “Vejo que os três dedos de Alabandara estão fechados com força. Ele os mantinha assim em vida?”

Os discípulos que estavam por perto responderam: “Não, ele mantinha os dedos retos. Não sabemos por que eles estão assim, agora”.

Ramanuja, então, declarou bem alto: “Fixo na devoção ao Senhor Vishnu, libertarei as pessoas da ilusão, espalhando as glórias do Senhor por toda a Terra”. Ao serem ditas estas palavras, um dos dedos se endireitou.

Ramanuja falou de novo, dizendo: “Para estabelecer que não existe verdade além do Senhor Vishnu, escreverei os comentários do Sri Bhashya sobre o Vedantasutra”. E o segundo dedo se desdobrou, endireitando-se.

E Ramanuja declarou novamente: “A fim de prestar meus respeitos ao sábio Parashara, que tão maravilhosamente descreveu as glórias do Senhor no Vishnu Purana, darei a um estudioso Vaishnava o seu nome”. Com estas palavras finais, o último dos dedos de Sri Alabandara se endireitou. Esta estória, que menciona os três votos do Sri Ramanuja, é parte do panteão dos devotos de Vishnu do sul da Índia, o último voto enfatizando o status privilegiado do sábio Parashara.

Destas estórias, podemos concluir que Parashara Muni é, certamente, uma personalidade exaltada e um médium puro do conhecimento astrológico. Seus ensinamentos não se deixariam manchar com qualquer um dos já mencionados defeitos empíricos. Tenha em mente que ele também foi o pai do sábio Vyasadev, o mesmo que compilou os próprios Vedas!

No que diz respeito às fontes de Parashara, ele afirma em diversos lugares do seu tratado que “fui instruído por Brahma…” ou que “isso e aquilo vim a saber através de Narada”. Sabemos, pelo “Bhagavat Purana” (canto dois, capítulo nove) e outras fontes semelhantes, que Brahma é o “Adi-Devo Jagatam”, ou o primeiro semideus do universo e “Para Guru”, ou guru supremo (verso cinco). Ele praticou o Yoga com tanto sucesso que Deus, a Suprema Pessoa, Narayana, desceu do céu espiritual (Vaikuntha), apareceu à sua frente, apertou sua mão, sorriu para ele e o chamou de “impregnado pelos Vedas”. Portanto, Brahma pode ser considerado uma fonte perfeita de conhecimento, já que ele tem a recomendação de Narayana, apertou Sua mão e O viu pessoalmente! Narada é filho de Brahma.

Isso significa que os ensinamentos astrológicos que desceram de Brahma e Narada para Parashara são livres de defeitos sensoriais mundanos. E aprender de tais sábios é a perfeição do verso-chave acima mencionado.

Por outro lado, mesmo que se procurem evidências empíricas, não se perde a segurança. Desde o término da idade Védica, milhares de anos atrás, alguns dos maiores intelectos da Índia se dedica-ram a este sistema de astrologia. Foram patrocinados por grandes reis e homens ricos e tiveram amplas facilidades de aceitação. Suas descobertas e o entendimento do sistema de Parashara foram documentados em grandes livros, tais como o “Brihat Jataka”, de Varaha Mihir, e o “Jataka Parijata”, de Vaidyanath Dikshita. Não faltaram experiências com o sistema. Assim, parece que, na astrologia védica, não temos um sistema empírico sujeito às imperfeições humanas. Em vez disso, temos um sistema livre destas imperfeições, embora empregado por seres humanos frágeis.

ATMA CULTURA

sábado, maio 15th, 2010

Espaço Cultural
O Atma Shala  oferece palestras e seminários cuidadosamente selecionados e ministrados por profissionais especialistas e de destaque em seu segmento de atuação.

Próximos eventos a seguir:

PALESTRA

A FILOSOFIA ATEMPORAL DA BHAGAVAD GEETA  por Jagannath
Uma abordagem a filosofia sagrada da India.

DATA 11 DE JUNHO, 20 HS

Valor 10 R$

Meditação

terça-feira, maio 11th, 2010

A Meditação

Nesta lição aprenderemos, de uma forma bem simples e objetiva, como praticar a meditação e quais os enormes benefícios que podemos ter praticando-a regularmente.

Na lição anterior vimos algo sobre o que é o despertar da consciência, e as grandes diferenças que existem entre ter a consciência desperta e adormecida.

Vimos também que os meios efetivos para o despertar da consciência são a prática da morte psicológica e da meditação.

Aqui está então o principal objetivo de praticarmos a meditação: despertar nossa consciência, o que por si só nos faz pessoas totalmente diferentes do que somos, com diferentes capacidades, objetivos e percepções.

A prática da meditação remonta a tempos antiquíssimos e está representada em todas as grandes religiões do mundo como o budismo, hinduísmo, cristianismo, sufismo, judaísmo, taoísmo, etc.

Também a moderna Psicologia tem estudado e atestado que são muitos os benefícios advindos da prática da meditação.

A prática da meditação

Primeiramente devemos escolher um local silencioso, arejado e limpo. O quarto de dormir é o ideal.

Depois devemos nos acomodar em uma posição confortável, na qual seja possível permanecer por um bom tempo sem se mover.

Pode-se se sentar com as pernas cruzadas ao estilo oriental ou deitar-se com a barriga para cima, as pernas esticadas e os pés unidos.

Após isso deve-se fazer o relaxamento de todo o corpo, e para isso usaremos a técnica que já vimos nas primeiras lições deste curso.

Feito isso, iremos utilizar o método descrito abaixo e passar a praticar a meditação propriamente dita.

Ao praticar a meditação entenda que seu único objetivo deve ser silenciar a mente, parar com sua agitação e com a sucessão de pensamentos que normalmente ocorre.

Quando se consegue alcançar o silêncio absoluto da mente, ou seja, a ausência total de pensamentos, é que experimentamos o Vazio Iluminador, o êxtase místico, a liberdade da alma.

Quanto mais se pratica a meditação mais a mente vai se aquietando, e mais perto estaremos de alcançar o Vazio Iluminador.

Não se preocupe em saber como deve ser o Vazio Iluminador ou qualquer coisa do tipo. Concentre-se apenas na técnica de meditação que você estiver fazendo.

Seu objetivo deve ser apenas silenciar a mente, nada mais. O demais virá por acréscimo.

A mente é como um animal selvagem que precisa ser domado para obedecer.

Inclusive isto é simbolizado na passagem bíblica na qual o grande mestre Jesus entra em Jerusalém montado sobre o asno, o burrico.

Se quisermos entrar na Jerusalém celestial, nas dimensões superiores da natureza, devemos montar, domar e controlar o asno, ou seja, a mente.

Os Koans

Um koan é uma frase enigmática que tem como objetivo propor um problema à mente que ela não consegue resolver.

Dessa forma fazemos com que a mente se canse procurando uma resposta que ela não pode encontrar, uma vez que a resposta para um koan está além da mente, em um nível superior.

Conforme a mente vai se cansando ela vai também se aquietando até ficar em completo silêncio.

Esse é o objetivo do koan: silenciar a mente e ao mesmo tempo atrair levemente o sono.

Quando adormecemos, mesmo que por um breve instante, com a mente em silêncio, é que vivemos a experiência mística.

Pode-se escolher um dos seguintes koans para praticar a meditação:

“Quem é aquele que está só no meio de dez mil coisas?”

“Se tudo se reduz à unidade, a que se reduz a unidade?”

Também podemos usar um outro koan, nos concentrando e imaginado a seguinte situação:

Existe um profundo abismo e na beira deste uma grande árvore está plantada. Essa árvore possui um longo galho que cresceu de tal forma que sua ponta se projetou vários metros sobre o abismo.

Agora imaginamos que na ponta deste galho está amarrada uma corda e na outra ponta da corda está você, com as mãos e pés firmemente amarrados de forma que é impossível soltá-los, e apenas se segurando à corda com os dentes.

Então pergunte à mente:

“Como faço para sair vivo desta situação sem nenhuma ajuda?”

Então o que fazemos é lançar qualquer uma dessas perguntas à mente e ordenar que responda.

Depois de lançar o koan para a mente responder deve-se concentrar esperando a sua resposta, como se estivesse olhando dentro da mente à espera da resposta que ela está obrigada a trazer.

Dessa forma, mantemos a mente “pressionada” a trazer a resposta até ela ir se cansando e ficando em silêncio.

A mente é claro, tenderá a não obedecer, a trazer respostas erradas (pois ela não conhece a resposta para um koan) ou desviar para outros pensamentos.

Por isso deve-se insistir para que ela obedeça e traga a resposta para o koan.

Se a mente insiste em desviar para outros pensamentos seja imperativo com ela dizendo mentalmente: Fora! Não é isso que estou procurando!

Em seguida volta a se concentrar esperando a resposta.

Lembre-se: qualquer resposta trazida pela mente estará errada, pois ela jamais pode conhecer algo que está além dos afetos e da mente.

Cada pessoa deve praticar a meditação (ou qualquer outra prática) respeitando seus limites, ou seja, começar praticando por pouco tempo e, gradativamente, ir aumentando o tempo da prática.

Se forçar a concentração por longo tempo logo de início, pode ser que ocorram dores de cabeça ou mesmo tontura.

É importante que se pratique essas técnicas com continuidade, preferencialmente todos os dias, pois é dessa forma que se obtém resultados.

Alegria no Yoga

segunda-feira, maio 3rd, 2010

Na filosofia budista, mudita é o terceiro dos quatro brahmaviharas, ou interior “moradas divinas” de bondade, Compaixão, alegria e serenidade que são a verdadeira natureza de cada ser humano. O termo mudita  é freqüentemente  traduzida como “simpático” ou “alegria” altruísta, o prazer que vem quando nos deliciamos com o bem-estar de todos ao invés de invejar outras pessoas . Na prática é quase impossível experimentar a felicidade de outros, a menos que primeiro desenvolvamos  a capacidade de prová-la em nossas próprias vidas, muitos mestres budistas interpretam mudita mais amplamente como uma referência à fonte interior de alegria infinita que está disponível para cada um de nós em todos os momentos, independente das circunstâncias. Quanto mais profundamente que beber desta fonte, a mais segura, tornamo-nos em nossa própria felicidade abundante e mais fácil se torna para nós a saborear a alegria de outras pessoas também.

Provavelmente todos nós já tivemos momentos que nos mostraram que a felicidade não tem praticamente nada a ver com circunstâncias externas de nossas vidas e tudo a ver com o estado das nossas mentes e corações. Podemos estar a beber margaritas em uma praia do Caribe, totalmente miseráveis, podemos estar atrasado para o trabalho e preso no gelo congelado em um engarrafamento, transbordando de felicidade. Pensemos entao em Mudita ou felicidade irrestrita.

Jagannath

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VEGETARIANISMO E YOGA

segunda-feira, abril 26th, 2010

Pedro Kupfer

Muita gente se pergunta o porquê da dieta vegetariana que nós yogis praticamos. Às vezes fica difícil discernir os motivos pelos quais o vegetarianismo é adotado sem uma compreensão mais profunda desses motivos. O discernimento e a compreensão são valores fundamentais para exercermos nossa liberdade. O yogi consciente não se torna vegetariano cegamente, porque alguém mandou, ou porque assim se faz há milênios. O yogi consciente adota o vegetarianismo como um corolário do processo de compreensão da realidade da vida e do papel que o homem exerce no planeta.

Este texto tem o propósito de contextualizar a prática do Yoga na cultura hindu, de maneira que a pergunta sobre o porquê do vegetarianismo possa ser devidamente respondida. Ao mesmo tempo, o presente artigo pretende ser uma fonte de reflexão e recursos para aqueles que, havendo incorporado algumas das práticas yogiks em suas vidas, se sintam curiosos ou preparados para darem esse passo em relação à alimentação.

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O Presente e Eterno!

sexta-feira, abril 9th, 2010


Escrito em Portunhol por Jagannath

Na  jayate mriyate va kadacin
nayam bhutva bhavita va bhuyah nd
purano sasvato nityah ajo ‘yam
NA hanyate hanyamane sarire

Capitulo 2 – Texto 20
Bhagavad Gita

Para a alma não existe nem o nascimento nem a morte. Ele não chegou a existir, não vem a ser, e não virá a ser. Ela é não nascida, eterna, sempre existente e primordial. Ela não morre quando o corpo morre.

A natureza eterna da jiva ou alma individual é aqui claramente comprovada. A primeira linha nega a possibilidade de nascimento e da morte para a alma no momento presente. A segunda linha nega o nascimento e morte no passado e no futuro. Por isso, é nascer (aja): No passado, presente e futuro. Por causa do que não nasce, não tem precedente não-existência (prag abhava). Ela existe em todos os tempos (sasvatah), Significando que em nenhum momento no passado, presente ou futuro, ele será destruído (dhvamsa). Portanto, é eterna (nityah).
E na ultima linha o Senhor supremo afirma “na” Não, Ela não morre quando o corpo morre. Porque ele não tem uma relação com o corpo (sarire), a alma não é subserviente.
A verdade clara esta dita aqui sem rodeios, nos somos em essência espíritos, almas eternas o que perece são os corpos! Boas novas então, não mais medo, nem ansiedades por causa da morte inevitável para este corpo. Nos estamos alem da matéria perecível, estamos alem deste mundo que renasce e morre a cada instante. entender este fato e entender a essência da vida! Somos parte dela, somos eternamente vivos assim explica o Senhor Krishna na sua Canção! Eternos para entender, eternos para amar em comunhão e felicidade! Boas novas para todos que alguma vês sentimos o desesperança do curto tempo a ser vivido. Agora temos o presente sempre a nosso dispor pois o presente e eterno!!

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Trazendo o Yoga para fora do tapetinho!

sexta-feira, abril 9th, 2010

Escrito em Portunhol por Jagannath

Séculos atrás, um lendário sábio indiano, erudito, gramático e yogue ” Patanjali” escreveu seu tratado do ” Yoga Sutra”  para esclarecer e preservar os antigos ensinamentos orais de yoga. Seu livro descreve o funcionamento da mente humana e prescreve um caminho para alcançar uma vida livre de sofrimento.

Talvez por que os Sutras de Patanjali  se concentrem em conseguir a liberdade pessoal que vem com o auto-conhecimento, às vezes esquecemos que seus ensinamentos têm profunda relevância para aqueles de nós que lutam com o mistério das relações humanas. Aprender a viver com os outros começa com aprender a viver com nós mesmos, e os Yoga Sutra fornece muitas ferramentas para ambas as tarefas.

A ligação entre os ensinamentos de Patanjali e melhorar nossos relacionamentos não pode ser aparente à primeira vista. O conceito de abandonar o ego é o fio que tece os dois juntos. Quando nos agimos e reagimos com nosso  ego individual, sem o benefício de uma perspectiva adequada e compaixão, nós certamente não estamos praticando yoga e que também são potencialmente prejudiciais para  aqueles que nos rodeiam. Os Sutras de Patanjali  dá-nos ferramentas para melhorar nossos relacionamentos, despir das ilusões e nos  conetar  com o nosso verdadeiro eu, com os outros e com a própria vida.

Entre os mais importantes destes instrumentos são chamados de  niyamas, A segunda parte  do sistema que  apresenta Patanjali  de oito  prescrições no primeiro capitulo denominado Samadhipada . Em sânscrito, niyama significa “observar”, e essas práticas estendem as diretrizes éticas previstas na primeira parte, o yamas. Enquanto “yama” é geralmente traduzida como “contenção”,  as ações contorno yamas e atitudes que devemos evitar, o niyamas descrever as ações e atitudes que devemos cultivar ou observar  para superar a ilusão da separação e do sofrimento que ela causa. Os cinco niyamas são: pureza (Saucha); Contentamento (Santosa); Austeridade (Tapas); Auto-observação (Svadhyaya)E devoção ao Senhor (Isvara pranidhana).

Sauca

Este é o primeiro Niyama ou regra de yoga e diz sobre  limpeza. No entanto, no Yoga Sutra de Patanjali, Sauca tem um significado mais profundo, com ambos os aspectos interior e exterior da limpeza de uma pessoa incluída na mesma. limpeza externa se refere à higiene pessoal, enquanto a limpeza interna indica a manutenção de um corpo saudável e mente, com o pensamento positivo. Limpeza da mente é obtido pela remoção das impurezas mentais, tais como inveja, orgulho, raiva e assim por diante. Por outro lado, a pureza do corpo é atingido não só pela limpeza de peças de um corpo, mas também pelo consumo de alimentos nutritivos e de seguir uma dieta bondosa, satvica.

Samtosa

Esta é a segunda regra  de Niyama e representa o contentamento. Significa também aceitar a verdade “como é”.

O Yoga Sutra ensina-nos que em vez de luto ou reclamo sobre as coisas que deram errado, nós devemos aceitar a verdade e aprender com ele. Destina-se a ajudar uma pessoa a atingir um estado de calma e felicidade, independentemente do que está acontecendo no mundo exterior.

Tapas

“Tapas”, a força de ser afetado por opostos, como o calor eo frio, fome e sede, sentado e em pé, etc Também se refere à atividade de manter o ajuste do corpo, ou para enfrentar e lidar com os impulsos interiores sem mostrar a os outros. Tapas significar também a limpeza do entulho existente no interior do corpo, através de asanas e pranayama. ofertar  ‘tapas’ com hábitos alimentares corretos e padrões respiratórios. O principal objetivo desta regra é tornar nossa mente pura e limpa.

Svadhyaya

O quarto Niyama do  yoga é Svadhyaya, o que significa tornar-se perto de si, através da meditação e auto-exploração. O próprio nome explica o significado – “Sva” significa:  auto e adhyaya, significa examinar. Refere-se a conhecer mais e mais sobre si mesmo, intencionalmente. Esta regra nos ensina a abandonar tendências destrutivas. Ela nos ensina a estar centrado e não reativo para as dualidades, para queimar as tendências indesejáveis e auto-destrutivas.

Isvarapranidhana

Isvarapranidhana, a quinta regra da yoga, é também conhecido como ‘a Celebração espiritual “. O significado simples de Isvarapranidhana é colocar todas as suas ações aos pés de Deus. O Yoga Sutra nos ensina a aceitar o fato de que nem sempre se obtem aquilo que deseja, na vida. Nós só devemos estar preocupados em colocar todos os nossos esforços em uma tarefa específica. Quanto ao resultado final,  deve ser deixada a Deus. Esta regra também nos instrui a passar algum tempo, a cada dia, em reconhecimento e de realização da força onipresente (Deus), que é maior do que nós e está guiando e orientando o caminho da nossa vida em todos os momentos.

Observando estes niyamas poderemos interagir de melhor maneira com nossa existencia, com a existencia do proximo e com a existencia maior.  Como se menciona  na Bhagavad Gita uma pessoa em Yoga nao perturba ninguem nem se deixa perturbar!  Entao que nosso espiritu seja repleto com pureza, contentamento, força, e devoção ilimitada!

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segunda-feira, março 29th, 2010

Comercial do Hagah gravado no Studio

Programa gravado na RBS sobre culinaria Indiana

Entrevista com Dany Sa

quinta-feira, fevereiro 25th, 2010
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Dia de Ekadasi – Jagannath

terça-feira, fevereiro 9th, 2010

O dia de Ekadasi é um dia especial, em que nos lembramos do Senhor Hari. A palavra “ekadashi”, em sânscrito, quer dizer onze (11), então são contados 11 dias após os dias da lua nova e da lua cheia. Neste dia o devoto poderá optar por jejuar, pelo menos em três formas ou maneiras: 1) jejum total de alimentos e água; 2) jejum total de alimentos, mas bebendo apenas água, e 3) o jejum de grãos.

O adotar de um ou outro tipo de dieta de Ekadasi irá depender da possibilidade de cada um. Deste modo, se alguém estiver trabalhando não precisará privar-se de alimento, desde que evite grãos. Aqueles que estão num Ashrama, retirados das atividades, ou por alguma resolução de Tapas, poderão realizar o jejum total ou com água. Apesar de o jejum de Ekadasi ser um dia especial, o mais importante é a atitude devocional. Ele não tem finalidades higienistas tendo em vista uma melhor saúde, ou uma recuperação de alguma doença física ou mental , mas a manutenção da paz e da prosperidades de todos. O Ekadasi é um dia de lembrarmos do Senhor Supremo, e por isso é um dia especial.

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Vijaya Ekadasi – Jagannath

terça-feira, fevereiro 9th, 2010

Maharaja Yudhisthira disse:                    -Ó Senhor Sri Krishna, ó glorioso filho de Vasudeva, por favor, seja misericordioso comigo e descreva o Ekadasi que ocorre durante o quarto minguante do mês Phalguna (fevereiro/março).                   O Senhor Sri Krishna respondeu:                   -Ó Yudhisthira , ó rei dos reis, Eu lhe narrarei com alegria sobre este grande dia de jejum, conhecido como Vijaya Ekadasi. Quem quer que observe este jejum certamente alcança sucesso tanto nesta vida como na próxima. Todos os pecados de alguém que jejua neste Ekadasi e ouve estas glórias sublimes são erradicados.                   Narada Muni certa vez perguntou ao senhor Brahma, o qual se senta em uma flor de lótus, sobre o Vijaya Ekadasi, Narada disse:                   -Ó melhor dos semideuses, gentilmente descreva o mérito que alguém alcança por observar fielmente o Vijaya Ekadasi.                   O grande pai de Narada respondeu:                   -Meu querido filho, estes antiqüíssimos dias de jejum são puros e nulificam todos os pecados. Até hoje eu nunca relatei a alguém isto, mas você pode compreender sem dúvida, que este Ekadasi concede o resultado indicado pelo seu nome! (Vijaya significa vitória).                   Quando Senhor Rama foi exilado para floresta por quatorze anos, Ele a Deusa Sita e seu divino irmão Lakshmana, permaneceram em Pancavati como renunciantes. Sita foi raptada por Ravana, então o Senhor Rama aparentemente tornou-se confuso pelo sofrimento. Enquanto procurava por sua amada consorte, o Senhor encontrou Jatayu morrendo e depois disso o Senhor Rama matou Kabandha, o inimigo de Jatayu. Esse grande devoto abutre, Jatayu, retornou para Vaikunta após narrar ao Senhor Rama, como Sua querida Sita foi seqüestrada por Ravana.                   Após isto, o Senhor Rama e Sugriva, rei dos macacos, tornaram-se amigos (nota 1). Juntos eles reuniram um grande exército de macacos e ursos, e mandaram Hunumaji para Sri Lanka, onde ele foi capaz de ver Janaki, Sita Devi, em um jardim asoka. Ele deu uma mensagem do Senhor Rama para Ela e então retornou para o Senhor Rama com uma mensagem Dela, prestando assim um grande serviço ao Senhor Supremo.                   Com ajuda de Sugriva, o Senhor Rama seguiu para Sri Lanka. Após chegar na praia do oceano com o exército de macacos e ursos, Ele pode compreender que a água era surpreendentemente profunda. Assim Ele disse a Lakshmana:

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A Yoga da Bhagavad Gita – Jagannath

segunda-feira, fevereiro 1st, 2010

Desde que comecei a minha prática de Yoga, uma atenção especial tenho tido no estudo da Bhagavad Gita. Esta diálogo Divino nos esclarece acerca das mais profundas e atemporais verdades acerca da alma (jiva), do tempo (kala), das atividades (karma), da natureza (prakriti) e sobre tudo isto, uma clara informação acerca da Suprema Personalidade de Deus! Estas cinco verdades ou Tatvas, formam a dádiva Divina a ser entregue a alma espiritual perdida do seu eixo, entregando a ela, de uma forma aberta, clara e cientifica o verdadeiro conhecimento que nos levara da ignorancia, que nos causa tanta dor e confução a luz que nos traz a paz e felicidade por tanto tempo almejada! Podemos analizar a Bhagavad Gita de inúmeras formas, uma delas como o imperioso livro do yoga. possibilitando ao praticante sincero um conhecimento acerca da totalidade do Ser da sua essencia do seu propósito e destino.

Eu poderia chamar este classico do abc das literaturas recomendadas para o desenvolviemnto de Jnana o conhecimento yoguico. O que nos deparamos ao ler o Gita é em primero lugar a sua capacidade de colocarnos no momento exato do agora, das nossas proprias nescessidades atuais, de colocarnos a par dos acontecimentos reais, claro sem duvida isto acontecerá se formos leitores sinceros e humildes aceitando o conhecimento como ele é, sem tentar especular ou interpretar com nossos sentidos limitados estas verdades que transcendem a tudo e a tudo o que existe neste planeta temporario. Esta canção original foi dada como uma manifestação do amor do Pai Eterno para seu Filho eterno ( a alma individual). Este amor se transforma no decorrer do dialogo que o Senhor Krishna tem com nos mesmos, falando de verdades que nos tiram de qualquer tipo de duvida, dor, remorso, pena, magoa, ira, raiva etc etc etc, nos capacitando atraves da informação certa a sermos gradualmente promovidos da confusão eterna a felicidade eterna. Assim podemos observar ( por intermeio do yoga e meditação aprendemos a fazer isto) e que este corpo e planeta sempre estão padecendo diferentes tipos de interações com o meio ou gunas, impelindo a alma a padecer felicidade e aflixao de maneiras alternadas, claro que na maioria das vezes pela própria ignorancia nos padecemos em maior grau a infelicidade e a dor. Como uma tia minha que preferia mais a infelicidade do que a felicidade por que esta durava mais… hehehe! Rimos para não chorar! A Yoga da Bhagavad Gita nos conecta a uma realidade esquecida, nossa essencia, segundo a própria Gita a alma e cheia de conhecimento, plenitude e eternidade! Este conhecimento sempre existente em nosso Ser e despertado de um longo sonho (para alguns um pesadelo) onde nos e revelado o saber da própria vida eterna! A yoga e o Gita sao as Dadivas divinas, assim como uma árvore que da frutos o Criador da atraves destes o fruto maduro da vida! Pratiquemos Yoga estudemos a Gita!

sarvopanishado gavo
dogdha gopala-nandanah
partho vatsah su-dhir bhokta
dugdham getamritàm mahat

Este Gitopanishad a Bhagavad Gita é a essencia de todos os Upanishads, é tal como uma vaca, e o Senhor Krishna, é o famoso vaqueirinho, que ordenha essa vaca, Arjuna é como o terneiro e homens com conhecimento e devotos puros bebem deste leite nectareo.

Jagannatha Das: Praticante de Yoga e seguidor de todos aqueles que seguem ao Supremo!

O despertar no Yoga – Jamile Ansolin

segunda-feira, fevereiro 1st, 2010

Foi lá no início do anos 90 o meu primeiro contato com yoga, minha primeira prática  inesquecível! Até hoje me lembro da sensação de felicidade que me invadiu, uma sensação de reconhecimento, de voltar para casa, de reencontrar com algo só meu e que estava esquecido em algum cantinho escuro do meu ser.
Depois de um desajeitado urdhva dhanurasa (ponte) senti uma expansão em meu coração e essa sensação percorrendo toda minha coluna e se espalhando por todo o corpo.  Senti nessa primeira aula todo um mundo novo se abrindo diante de mim. Através das posturas, a cada prática pode-se perceber mais e mais o quão mágico o yoga é e ver essa mágica desfazendo gradualmente  as nossas resistências, bloqueios, crenças limitantes. Independente de nosso conhecimento à respeito da tradição do yoga, essa antiga ciência carrega em sí milhares de anos de sabedoria e quer se acredite ou não o poder curativo do yoga se manifesta. Mesmo aqueles que a princípio buscam no yoga apenas uma atividade física, descobrem nessa prática algo mais.  E percebem que praticar regularmente produz impactos significativos em suas vidas.

Através da sensibilização  que a prática das posturas desperta em nosso corpo, começamos a perceber o que nos faz bem. Quais alimentos o corpo recebe melhor, que pensamentos sentimentos e atitudes nos conectam mais com um estado de paz e serenidade. Percebemos também o efeito destrutivo de certos pensamentos e emoções. Começamos a perceber nossos potenciais, despertamos nossa criatividade e momento a momento acordamos para um estado de mais plenitude.

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Introdução ao Yoga Sutra

terça-feira, janeiro 12th, 2010

por Maurício Wolff

Historicamente, a base de todas as diversas abordagens de Yoga é o Yoga Sutra, que representa o resumo de muitas gerações de cultura yogi. Patanjali não criou o Yoga, limitou-se a sintetizar o conhecimento Vedico. Esta obra foi composta entre os séculos II ac e IV dc.

Segundo Krishnamacharya, todos os conceitos do Yoga Sutra podem ser encontrados separadamente nos Vedas, Upanishads, Samkhya Kaarika e outros shastras. Essa obra, desenvolvida posteriormente por numerosos comentários, forma o texto base do Yoga como Darshana, isto é, um dos seis pontos de vista indiano sobre a Realidade Última e os modos de aproximar-se dessa Realidade .

São ao todo 195 aforismos que integram quatro livros:

* samadhi padah : sobre a perfeita compreensão
* sadhana padah : sobre a prática
* vibhuti padah : sobre os poderes
* kaivalya padah : sobre a libertação

Os seis Darshana são sistemas metafísicos ou filosóficos, com a mesma base axiomática: ciclo de renascimentos eterno (associado com uma cosmologia de ciclos eternos) e a possibilidade de transcender a existência fenomenal, sair do ciclo. Os outros Darshanas: vaisheshika (atomismo), nyaya (lógica), samkhya (enumeração de tatvas, purusha prakrti) yoga (técnicas de transcendência), mimansa (ritualística dos vedas) e vedanta (especulação metafísica)

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Ashtanga Vinyasa Yoga (para entender a prática)

terça-feira, janeiro 12th, 2010

por Cathia Karin Heuser

Ashtanga Yoga é o método ensinado por Sri K Pattabhi Jois em Mysore, cidade localizada no estado de Karnataka, sul da Índia, é um método gradual que segue uma maneira correta de conectar respirações e posturas em uma pratica fluida e meditativa.

Ao todo são seis séries que praticadas na sua correta ordem abrem a mente os canais sutis e o corpo.

Cada série abre um aspecto particular do corpo e da mente, a primeira série chama-se yoga chikitsa ou yogaterapia que purifica principalmente o corpo físico e a espinha, limpando os canais de energia. Também constrói fundações, trazendo força física considerável e maior equilíbrio aos praticantes que são extremamente flexíveis. Une flexibilidade e força, firmeza e relaxamento, discernimento e aceitação.

A série intermediária é chamada nadi shodhana ou purificação, limpa e abre as nadis, correntes de prana , energia sutil e também purifica e fortalece os nervos.

As outras séries que em conjunto chamam-se Sthira Bhagah Samapta , que significa divina estabilidade, trazem ao praticante mais concentração, eleva a força a novos níveis e um fluxo maior de energia é direcionado ao sushumna nadi, canal central.

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A Historia Do Yoga – Mauricio Wolff

terça-feira, janeiro 12th, 2010

Curioso por natureza e cético por experiência, o praticante de Yoga deve ter se perguntado em algum momento dos seus estudos qual é a idade do Yoga e da prática escolhida…

Para esta pergunta, como para quase todas, existem várias possíveis respostas. A primeira e mais óbvia é procurar as origens históricas da linhagem, método, ou Yoga em si. E aí começa a aventura.

A tradição na Índia faz com que o estudante reconheça a origem do seu conhecimento adquirido no seu professor, quer ele mantenha os ensinamentos exatamente como aprendeu ou tenha desenvolvido o que foi aprendido. Além de ser um ato de reconhecimento e humildade, é fato que se ele pode desenvolver algum aspecto da prática, é graças ao que ele aprendeu com o seu professor. Assim, ao perguntar para um professor indiano qual é a origem da matéria, o tradicional é desfiar uma lista de nomes de aluno-professor até a origem daquele conhecimento.

Na tradição ocidental, a origem do conhecimento está diretamente relacionada com documentos históricos. Apesar de raros antes dos romanos, eles são o que consideramos válido, pois a história precisa de validação documental. Dos pré-socráticos temos quase nada, mas os poucos fragmentos disponíveis são o que sustentam o nosso conhecimento da filosofia deles. Fragmentos e muita dedução. Neste ponto o método indiano parece mais preciso, pois pesa nos ombros do aluno manter a tradição ao longo do tempo. É possível que algo mude nos ensinos por alguma transformação da cultura, mas o que no mundo não se transforma de acordo com a necessidade? Parafraseando Heráclito, a única constante da qual podemos ter certeza é a constante mudança.

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quarta-feira, janeiro 6th, 2010

[http://www.youtube.com/watch?v=xO0DtbaIeAM]

quarta-feira, novembro 18th, 2009

As armas não podem cortar o Espírito, o fogo não pode queimá-lo, a água não pode
molhá-lo, e o vento não pode secá-lo. O Espírito não pode ser cortado, queimado,
molhado, ou seco. Ele é eterno, todo penetrante, imutável, imóvel e original. O Atma está
além do espaço e do tempo. 

Bhagavad Gita

terça-feira, outubro 6th, 2009

“Você não necessita ir a parte alguma para procurar Deus. A Divindade está dentro de você. Assim como existem vários membros no corpo que são mantidos vivos por um único coração, o mesmo Deus é a força-vital para todos os seres. O universo inteiro é o reflexo do Ser Supremo. A visão (Dhrishti) determina sua percepção da Criação (Shrishti). Quando você olha o mundo através de lentes coloridas, você verá tudo com a cor das lentes que estiver usando. Você deveria considerar o que quer que aconteça como um presente de Deus. Amor é Deus. Viva em Amor. Essa é a maneira adequada de adorar Deus.”

Sathya Sai Baba

Yoga tradicional vs. Yoga de marca

sexta-feira, julho 3rd, 2009

8044777-lgPedro Kupfer

Tive recentemente uma interessante conversação com o grande erudito David Frawley sobre o Yoga na atualidade. Lá pelas tantas, falando sobre a presente confusão entre as formas tradicionais e as novas modalidades que surgem a cada estação, ele se referiu a estas últimas usando uma expressão que me deixou surpreso. Ele disse: “esses são Yogas de marca” (trademark Yogas). Fiquei pasmo com essa taxativa afirmação mas, meditando um pouco no assunto, tive que concordar com este grande mestre.

Explico: as formas de Yoga pré-clássico, segundo o testemunho dos textos mais antigos (Vedas e Upanishads, até o séc. XV a.C.), são basicamente quatro: Karma Yoga, Jñana Yoga, Bhakti Yoga e Mantra Yoga (Yogas da ação, do conhecimento, da devoção e do som, respectivamente). A esses, acrescenta-se no período clássico (aproximadamente no séc. IV ou III a.C.) o Ashtanga Yoga de Patañjali, Yoga em oito etapas, que integra todos dos elementos anteriores às práticas de vitalização (pranayama), conduta adequada, concentração e meditação. Posteriormente, já na virada do primeiro milênio da nossa era, são acrescidas outras disciplinas claramente tântricas, como Kundalini Yoga, Hatha Yoga e Svara Yoga, nas quais a ênfase no aspecto prático está no despertar da energia latente, a sublimação da energia sexual e a disciplina física (purificações e posturas).

Os diferentes ramos do Yoga tradicional aqui listados são etapas (kanthas) e não sistemas separados e estanques. Esses distintos ramos dialogam constantemente entre si e espera-se que o praticante os use adequadamente, conforme o momento e a necessidade. Ensina o Srimad Bhagavatam: “O homem inteligente extrai a essência do conhecimento de todos os lugares, assim como a abelha coleta o néctar de cada flor”.

Dessa forma, extraindo a essência de cada prática, o yogi constrói seu próprio caminho no Yoga. Essa sempre foi a postura de grandes mestres como T. Krishnamacharya, Swami Satyananda ou T. K. V. Desikachar, que sempre se negaram a colocar um rótulo nos seus ensinamentos ou a dar a mesma solução para todos os problemas. Para estes mestres, não há uma receita única que deva ser seguida por todos os praticantes, assim como não há um prato capaz de satisfazer todos os paladares ou uma música capaz de agradar a todos os ouvidos.

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Grande Mestre do Yoga…

quinta-feira, julho 2nd, 2009

Não sou o q pensava ser.

O q julgava real, era apenas sombra.

O q cria valer, valor ñ tinha.

O consciente revelou-se-me não ser.

Vi a impermanencia do q eterno me parecia.

Vi mentiras escondidas em reposteiros de verdade.

Ao desiludir-me vi sorrisos disfarçando prantos.

Eu meu desencanto descobri maldades nos q supusera santos.

Qdo me desenganei, constatei a estulticia de quem considerava sábio.

Vi tibieza nos q pareciam fortes.

Assim como o real se veste de aparências, os homens se veste de ilusões.

O mal ñ está em o real vestir-se de Maya, nem ao homen q se veste de hipocrisia.

O mal estava no engano,no encanto,nas ilusões q minha própria ignorância engendrava e nutria.

Desiludido, desenganado,desencantado, agora estou salvo.

Agora vejo. Agora sei. Agora EU SOU.

És pó ao pó voltarás, ensinaram-me.

E eu me deprimi.

És Deus e esqueceste que és,disseram-me.

E eu me senti feliz.

Caí em dúvida: Então há em mim treva e luz?

Divino e humano? Glória e miséria? Essência e existência? Cósmico e telúrico? Realidade e aparência? Plenitude e vazio? Eternidade e impermanência? Pó e Deus?

Evidentemente q sou joio e trigo. Céu e inferno. Grandeza e mesquinhez. Verdade e mentira. Liberdade e servidão…E agora?!…

“A existência que tem, é um empréstimo. Aproveita-a para realizares a essência”, foi o que aprendi.

…e o pó deixará de ser

…e Deus virá a ser.

Professor Hermógenes.

Versos Seletos

quarta-feira, julho 1st, 2009

cd1Bhagavad Gita

II, 23. O Homem real, o Espírito, não pode ser ferido por armas, nem

queimado pelo fogo; a água não o molha, o vento não o seca nem move.

II, 38. Com a mente tranqüila, aceita como igual o prazer e a dor, o ganho

e a perda, a vitória e a derrota. Cinge-te para a peleja, cumpre o teu dever, evita

assim o pecado.

II, 47. Seja, pois, o motivo das tuas ações e dos teus pensamentos sempre

o cumprimento do dever, e faze as tuas obras sem procurares recompensa, sem te

preocupares com o teu ganho ou o teu prejuízo pessoal.

II, 51. Os sábios, que renunciaram mentalmente os frutos possíveis de

suas retas ações, libertam-se das cadeias dos renascimentos e se encaminham para a

morada eterna.

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Surya Namaskar

domingo, maio 3rd, 2009

Surya Namaskar

Se você estiver procurando uma maneira simples, agradavel de começar o seu dia, e que fornece uma variada gama de benefícios para a saúde, considere praticar Surya Namaskar,  é uma seqüência de posturas do yoga  tradicional.

Surya Namaskar tem suas origens na liturgica cultura Hindu em adoração ao Deus do Sol (Surya), e tem sido praticada na Índia há milhares de anos.

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PROFESSOR DA VIDA!

sexta-feira, abril 24th, 2009

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